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Estudos

A Necessidade de um Novo Nascimento


O peneiramento de Deus sacode fora multidões, como folhas secas.

“A palha, como nuvem, será levada como vento, mesmo em lugares onde só vemos ricos campos de trigo. Logo o povo de Deus será provado por ardentes provas, e a grande proporção dos que agora permanecem genuínos e verdadeiros, demonstrar-se-á metal vil…

Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova. Naquele tempo deveremos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição”. (Eventos Finais 155 – EGW –  Casa Publicadora Brasileira)

Em nosso último estudo, vimos que a Palavra do Senhor fala de uma calamidade que virá de forma inesperada e repentina para provar o nosso caráter, se verdadeiramente há fé real nas promessas de Deus [A Parábola das 10 virgens]. O texto acima mostra que quando esta ardente prova for lançada sobre o povo de Deus, haverá uma terrível sacudira e, portanto se manifestará quem é virgem prudente e quem é virgem néscia. Este tempo é descrito na parábola como sendo à meia-noite, que simbolicamente representa o momento no qual o mundo esta envolto completamente em trevas espirituais e é exatamente este o tempo no qual parábola apresenta os dois grupos como pegos de surpresa, em sonolência, um, porém estando preparado e o outro não.

Pelo estudo das profecias vemos que este tempo é vindo, mas que apesar da urgência, ainda há esperança, pois, resta-nos a certeza da descida do Espírito Santo.

“Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo e, se for procurá-lo à meia noite, lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho o que lhe apresentar; se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar. Digo-vos que, ainda que se não levante  a dar-lhos por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação e lhe dará tudo o que houver necessidade.”( Luc.11:5-8).

Ainda que vivamos à ‘‘meia-noite’’, ainda que estejamos sonolentos, não precisamos ficar desesperados, pois é exatamente quando sentirmos a nossa impossibilidade e incapacidade que clamaremos a Deus por ajuda, pois entenderemos que realmente não podemos nada de nós mesmos!

“E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á, buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”(Luc.11:9-13).

Quando sentirmos nossa necessidade de satisfazer a fome que o mundo tem de Cristo, devemos e podemos clamar à Deus pela promessa do  Espírito Santo e a promessa ser-nos-á concedida. Mas precisamos pedir insistentemente, como o amigo da parábola que vimos acima, importunar, tomando conotação de perseverar naquilo que estamos pedindo, demonstrando a Deus e a todo o universo que reconhecemos a nossa real necessidade do que estamos pedindo (o Espírito Santo).

“O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito. Onde quer que a necessidade do Espírito Santo seja um assunto de que pouco se pense, ali se verá sequidão espiritual, escuridão espiritual e espirituais declínio e morte. Quando quer que assuntos de menor importância ocupem a atenção, o divino poder, preciso para o crescimento e prosperidade da igreja, e que haveria de trazer após si todas as demais bênçãos, está faltando, ainda que oferecido em infinita plenitude. Uma vez que este é o meio pelo qual havemos de receber poder, porque não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Porque não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro devia fazer sua petição a Deus  pelo batismo diário do Espírito.” (Atos dos Apóstolos, 50. – EGW – Casa Publicadora Brasileira)

Jesus quando estava para deixar os discípulos aqui na Terra, sabendo da tristeza e angústia que isto lhes traria, procurou consolar-lhes com as seguintes palavras:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” (João14:1-3).

Jesus falara com seus amigos sobre os momentos finais de sua vida aqui na Terra e finalmente sobre sua partida; disse que um deles o trairia, que outro o negaria e que todos se escandalizariam nEle. Eles, como nós, provavelmente se afligiam, se entristeciam e se perguntavam: serei eu Senhor que O trairei, ou trairei aos meus irmãos? Sabendo das dificuldades que eles passariam ao verem o Seu Senhor sendo entregue para morrer, frustrando todas as suas expectativas de estabelecer Jesus um reino temporal, o Senhor Jesus Cristo procurou animar-lhes com a mais preciosa promessa contida na Palavra de Deus:

“Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu : Mostra-nos o Pai? Não credes que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos por causa das mesmas obras. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai’’. João 14:9-12

Note que Jesus prepara e anima o coração dos discípulos bem como nosso coração, e antes mesmo de mencionar a promessa do Espírito, afirma que aqueles que por Ele foram chamados para atuarem na Obra do Senhor, seguindo os Seus passos, fariam “obras maiores” do que as que Ele fez. Não por sermos mais poderosos do que Jesus, mas isso se dará por conta da extensão da mensagem nesses últimos dias, que atingirá o mundo todo. Mas para que tal obra aconteça…

‘‘E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amardes, guardareis os meus mandamentos’’. João 14:13-15

Como que demonstrando a única forma pela qual faremos obras maiores do que Ele fez, o Senhor Jesus fala sobre a necessidade de “pedirmos em Seu nome”. Possivelmente nós nos perguntaríamos… O que devemos então pedir, em nome de Jesus, para que possamos “pregar este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”? (Mateus 24:14). A resposta, o próprio Senhor Jesus nos dá logo na seqüência do mesmo capítulo 14 do Evangelho de João:

“E Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis”. (João 14:16-19).

Como vimos acima, Jesus faz então a preciosa promessa do derramamento do Espírito Santo. É importante ressaltarmos que embora a expressão usada por Jesus a de que seria enviado um “outro Consolador”, este é o próprio Senhor Jesus, só que destituído de sua personalidade humana, como o próprio texto esclarece em sua seqüência. Vejam que o próprio Jesus disse que nós não seríamos deixados órfãos, mas que Ele voltaria e que aquele que um dia habitou conosco (com os discípulos especificamente) passaria a habitar EM NÓS.  Esse raciocínio fica ainda mais claro conforme seguimos na passagem:

“Naquele dia, conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós em mim, e eu, em vós. Aquele que tem os mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas (não o Iscariotes ): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós e não ao mundo? [ NOTA: perceba que os próprios discípulos não entendiam o que Jesus dizia com respeito a manifestar-Se apenas aos Seus seguidores e não ao mundo como um todo] Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a aminha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho vos dito isso, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração,nem se atemorize.”(João14:9-27).

“A promessa do salvador a Seus discípulos, é uma promessa a Sua igreja até o fim dos séculos. Não era o desígnio de Deus que Seu maravilhoso plano apara redimir os homens realizasse apenas insignificantes resultados. Todos quantos se puserem ao trabalho, não confiando no que eles próprios podem fazer, mas no que Deus por eles e por intermédio deles possa realizar, hão de certamente ver o cumprimento de Sua promessa. “E as fará maiores do estas”, declara Ele, “porque Eu vou para junto do Pai.

Até então os discípulos não estavam familiarizados com os ilimitados recursos e poder do Salvador. Explicou-lhes que o segredo de seu êxito estaria em pedir forças e graça em Seu nome. Ele estaria diante do Pai para fazer a petição por eles. A prece do humilde suplicante, apresenta-a como Seu próprio desejo em favor daquela alma. Toda sincera oração é ouvida no céu. Talvez não seja expressa fluentemente, mas se nela está o coração, ascenderá ao santuário em que Cristo ministra, e Ele a apresentará ao Pai, sem nenhuma palavra desalinhada, sem uma dificuldade de enunciação, bela e fragrante com o incenso de Sua própria perfeição.

O Senhor fica decepcionado quando Seu povo se estima a si mesmo como de pouco valor. Deseja que Sua escolhida herança se avalie segundo o preço que Ele lhe deu. Deus a queria, do contrário não enviaria Seu Filho em tão dispendiosa missão de a  redimir. Tem para eles uma utilidade, e agrada-Se muito quando lhe fazem os maiores pedidos, a fim de que lhe glorifiquem o nome. Podem esperar grandes coisas, se têm fé em Suas promessas.

Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-lhe o caráter, manifestar-lhe o espírito e fazer as Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. Se me amardes , diz, guardareis os Meus mandamentos. Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência

Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos  é dado o  privilégio de O conhecer, nossa vida será de continua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível.

Como Cristo viveu a lei na humanidade, assim podemos fazer, se nos apegarmos ao Forte em busca de força. Mas não devemos por a responsabilidade de nosso dever sobre outros, e esperar que eles nos digam o que fazer. Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. Se a Ele nos achegarmos com fé, transmitir-nos-á pessoalmente os Seus mistérios. Nosso coração arderá muitas vezes dentro de nós ao se aproximar Alguém para comungar conosco como fez com Enoque. Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar. E não receberão unicamente sabedoria, mas força. Ser-lhes-á comunicado poder para a obediência e para o serviço, assim como Cristo prometeu. Tudo quanto foi dado a Cristo-“todas as coisas”para suprir as necessidades dos homens caídos- foi-Lhe dado como Cabeça e Representante da humanidade. E “qualquer coisa que Lhe pedirmos, dEle a receberemos; porque guardamos os Seus mandamentos, e fazemos o que  é agradável  à Sua vista.

Antes de Se oferecer a Si mesmo como vitima sacrifical, Cristo buscou o mais essencial e completo dom para outorgar a Seus seguidores, um dom que lhes poria ao alcance os ilimitados recursos da graça. “Eu rogarei ao Pai, disse, e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.”

Antes disto o Espírito havia estado no mundo; desde o próprio início da obra da redenção Ele estivera atuando no coração dos homens. Mas enquanto Cristo estava na Terra, os discípulos não tinham desejado nenhum outro auxiliador. Não seria senão depois que fossem privados de Sua presença, que experimentariam a necessidade do Espírito, e então Ele havia  de vir”. (O Desejado de Todas as Nações, 667-669. – EGW – Casa Publicadora Brasileira)

Jesus afirmou: “Antes, porque isso vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. Todavia, digo-vos a verdade; que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas se eu for, enviá-lo-ei.”(João16:6,7).

É muito comum ouvirmos cristãos dizerem que melhor seria se Jesus vivesse em pessoal entre nós, assim como viveu nos dias dos discípulos. Quando afirmamos isso, estamos contrariando as próprias palavras de Jesus, lidas no verso acima, onde Ele deixa claro que era “melhor que Ele fosse”. Entenda o porquê na seqüência, verificando um texto extraído do livro O Desejado de Todas as Nações:

“O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito Santo como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto.

“Aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei, e me manifestarei a ele.” Jesus lia o futuro de Seus discípulos . Via um ser levado ao cadafalso, outro à cruz, e um terceiro exilado entre os solitários rochedos do mar, outros ainda perseguidos e mortos. Animou-os com a promessa de que em toda provação estaria com eles. Aquela promessa não perdeu nada de sua força. O Senhor conhece tudo a respeito de Seus fiéis servos que, por amor dEle, jazem numa prisão, ou são banidos para ilhas solitárias. Conforta-os com Sua presença. Quando por amor da verdade o crente comparece a barra de injustos tribunais, Cristo se encontra a Seu lado. Todo vitupério que cai sobre eles, cai sobre Cristo. Ele é condenado outra vez, na pessoa de Seus discípulos. Quando uma pessoa se acha entre as paredes de um cárcere, Cristo lhe arrebata o coração com o Seu amor. Quando alguém sofre a morte por Sua causa, Ele diz: “Eu sou…o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. …E tenho as chaves da morte e do inferno.”. A vida que por Mim é sacrificada, conserva-se para a glória eterna.” (O Desejado de Todas as Nações, 669. – EGW – Casa Publicadora Brasileira)

“Descrevendo aos discípulos a obra oficial do Espírito Santo, Jesus procurou inspirar-lhes a alegria e esperança que lhe animavam o próprio coração. Regozijava-Se Ele pelas abundantes medidas que providenciara para auxilio de Sua igreja. O Espírito Santo era o mais alto dos dons que Ele podia solicitar ao Pai para exaltação de Seu povo. Ia ser dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido”. (O Desejado de Todas as Nações, 671. – EGW – Casa Publicadora Brasileira)

Conforme apresentado no texto acima, o Espírito Santo é enviado por Deus como agente de REGENERAÇÃO [Nova Vida]. Assim a obra do Espírito na nova criação é a mesma que fez no princípio da criação de Deus. Vamos entender isso de forma mais clara pela Palavra. Primeiramente, vejamos quem estava presente na criação:

“No principio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz.” (Gen.1:1-3).

Existem hoje aqueles que entendem que no princípio da criação de Deus haviam 3 pessoas distintas que participaram da criação: Pai, Filho e Espírito Santo. Embora o texto de Gênesis mencione a presença do Espírito de Deus na criação, o texto de João 1:1-3 nos ajudará a entender quem é esse Espírito.

“No princípio era o Verbo, [Jesus] e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.(João1:2-3)”.

O texto apresenta de maneira clara apenas duas pessoas presente no princípio da criação: Pai e Filho. E existem inúmeros textos nas Escrituras que confirmam ainda mais esse entendimento. Portanto, quando no livro de Gênesis lemos que o Espírito de Deus se movia sobre face das águas, esse é Cristo o Filho de Deus, e como em uma forma de comprovar isso enquanto esteve aqui na Terra, Jesus caminhou sobre as águas quando foi encontrar com os discípulos, tarde da noite, e os discípulos pensaram tratar-se de um espírito (Marcos 6:45-52).

Voltando ao princípio da criação, nós podemos ver que Deus dava a ordem e Cristo era a Palavra criativa de Deus. É como se a voz de Deus se manifestasse por meio de Cristo que como vimos é chamado de o “Verbo de Deus”. Assim, a criação de Deus foi levada a cabo, O Pai ordenava, o Filho falava e sendo Ele a manifestação do Espírito de Deus na criação, quando Ele falava naturalmente as coisas do nada passavam a existir e ganhavam VIDA. “Os céus por sua palavra se fizeram e, pelo sopro [espírito] de sua boca, o exército deles… Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir”. (Sal.33:6 e 9).

A palavra Espírito no idioma original do antigo testamento, o hebraico, é RUACH e significa: vento, sopro, alento, fôlego, vida. Portanto, concluímos a partir das evidências que a obra do Espírito de Deus desde o princípio é COMUNICAR VIDA para os que estão mortos. Deus sopra sobre o “boneco de barro” e este passa a ser alma vivente, passa a ter vida.

No livro de Ezequiel, capítulo 37, lemos sobre uma visão que Deus lhe concedeu e que exemplifica a função de Espírito. Ezequiel se depara com uma visão de um vale cheio de ossos secos, e ao longo da visão, o Senhor pede a ele que profetize sobre aqueles ossos secos, “…e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos. E me disse: Filho do Homem, poderão viver estes ossos ? E eu disse: Senhor Jeová, tu o sabes. Então, me disse : Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor… eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor.” Ezequiel é chamado de Filho do Homem, assim como Jesus se referia a Si mesmo enquanto estava aqui com os discípulos, e como o verdadeiro Filho do Homem, Ezequiel obedece a voz de Deus [assim como na criação, o Pai ordena e o Filho executa] “Então profetizei como se me deu ordem; e houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um reboliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia espírito neles. E ele me disse: Profetiza, ó Filho do Homem, e dize ao espírito; Assim diz o Senhor Jeová: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então, o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo.” E agora o mais surpreendente é falado a Ezequiel. É feita uma comparação daqueles ossos secos com a casa de Israel ou a igreja de Cristo. “Então, me disse: Filho do Homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem : Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados… profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair delas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E sabereis que eu sou o Senhor, quando vos fizer sair da vossa sepultura. Ó povo meu! E porei em vós o meu Espírito, e vivereis,” ( Eze.37:1-14).

Quando vemos a obra do Espírito Santo na primeira criação e entendendo que o nosso Deus não muda, nós podemos estar certos de que assim como o Espírito era concedido para comunicar vida, assim também é agora na nova criação. A Parábola do vale dos ossos secos apresenta claramente a necessidade que o exército do Senhor tem do Seu Espírito. A igreja de Cristo, ainda que um corpo organizado, se não tiver o Espírito, não tem vida. Pode ser muito bem estruturada, estar bem financeiramente, os membros podem parecer muito bem exteriormente assim como o exército da parábola, mas sem o Espírito de Deus, não há vida espiritual, a boa aparência não é nada sem a ação do poder invisível.

Tendo por certo que a obra especial do Espírito Santo é comunicar vida, não nos resta dúvidas, assim como já vimos, de que o Espírito Santo é o próprio Cristo destituído de Sua personalidade humana, é o sopro da vida espiritual de Cristo em nossa alma. Podemos confirmar isso nas Palavras do discípulo amado quando diz: “em Jesus estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João1:4). E também, João Batista, aquele que foi enviado para preparar os caminhos para a vinda Senhor Jesus disse: “Eu em verdade, tenho vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.” (Mar.1:8).

Adão e Eva, ao serem criados, foram dotados de vida, não apenas a vida física que estamos acostumados a pensar, mas a verdadeira vida espiritual, a vida que apenas o Senhor Jesus tem para nos conceder (João 10:10), a vida plena do Espírito Santo; foram feitos à imagem e semelhança de Deus, e por isso eram santos, puros e reconhecidos como Filhos de Deus ( Luc.3:38), pois não apenas haviam sido criados por Deus mas possuíam a vida de Deus. Ao pecarem, se separaram de Seu bondoso Criador (Isa.59:2), de Seu cuidadoso Pai de amor e como conseqüência desse ato perderam o Espírito Santo e portanto a Vida Espiritual. A Palavra nos diz que antes do pecado “…um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25), a glória de Deus os cobria como uma demonstração visível da vida espiritual com a qual Deus tinha dotado Seus filhos criados. Contudo, quando pecaram, imediatamente o relato bíblico diz que “abriram-se, então, os olhos de ambos; e percebendo que estavam nus…” (Gênesis 3:7), ou seja, perderam naquele mesmo momento do ato pecaminoso, a vida espiritual que Deus lhes havia concedido, perderam o Espírito Santo e o homem passa a estar separado de Deus (Gênesis 3:8-10). Esta morte espiritual (perda do Espírito Santo por conta do pecado) sofrida pelos nossos primeiros pais, foi comunicada aos seus descendentes como está escrito: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom.5:12).

Como sabemos, “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23) e uma vez que a morte espiritual dos nossos primeiros pais (Adão e Eva)  foi comunicada a toda a raça humana, podemos estar certos de que o pecado passaria a dominar o homem, pois “…aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2 Ped.2:19). Com o pecado, nós não só deixamos o Senhorio de Deus sobre nossas vidas, como viramos súditos do pecado. Essa era a triste realidade de uma humanidade entregue a escravidão do pecado e destituída do Espírito Santo de Deus.

 Ao contrário do que muitos pensam, houve uma morte de Adão e Eva no dia em que pecaram. Perderam a vida comunicada pelo Espírito do Senhor. Precisamos entender isso e a importância disso para compreendermos a grande necessidade de nascermos do Espírito, pois hoje somos criaturas de Deus e para nos tornarmos filhos carecemos da vida que Cristo nos comunica pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus mostra de forma bastante clara qual é a nossa condição como pecadores e destituídos do sopro da vida espiritual na alma: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados…” (Efésios.2:1-3); existem passagens ainda que mostram de forma mais direta, a triste realidade de que, quando preferimos o pecado e não damos ouvido aos reclamos de Deus em nossas vidas, somos considerados como filhos do diabo (João 8: 43-47) (1 João3:7-10). A verdade, é que como resultado do pecado, deixamos de ser filhos de Deus, ficando apenas como Suas criaturas. Mas não precisamos ficar desesperados, existe uma solução, o plano da redenção vem exatamente para fazer com que sejamos novamente transformados em filhos de Deus. Mas como? Vejamos…

Existe uma pergunta bastante importante que precisamos fazer nesse momento antes de avançarmos: “…que devo fazer para que seja salvo?” – a resposta é simples – “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa” (Atos 16:30-31). Que espécie de crença seria essa? Precisamos ter isso bastante esclarecido para que possamos prosseguir, pois “aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (João 4:12) e uma vez que estamos buscando uma forma de nos tornarmos novamente filhos de Deus, dotados do Seu Espírito, cheios de Sua vida espiritual e descobrimos que essa vida só é encontrada em Jesus e recebida em mim a partir do momento que creio nEle, precisamos agora entender que espécie de crença é essa, pois a Palavra do Senhor nos diz que “até os demônios crêem…” (Tiago 2:19).

“Estando ele em Jerusalém, durante festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (João.2:23-25). Note que o texto diz que muitos creram em Jesus, mas que o próprio Jesus não confiava naquele povo, pois Ele sabia o que estava dentro deles, as intenções deles, ou seja, o que havia no coração do povo. Perceba, portanto, que a crença, não está relacionada com o simples fato de dizer creio externamente e sim com algo interno, algo que tem relação com o nosso coração. Em seguida, no mesmo livro de João, capítulo 3 nós encontramos a resposta que precisamos. Veja que o texto do capítulo 2 termina com a palavra “homem” e o capítulo 3 começa falando exatamente de um “homem”…

“Havia entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer este sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele”. (João 3:1-2)

Nicodemos era judeu, um homem muito respeitado em Jerusalém. No versículo acima, vimos que Nicodemos era fariseu. Os fariseus eram a linhagem ortodoxa do judaísmo, seguiam as leis da Torah de forma bastante restrita e rigorosa, eram estudiosos das leis de Moisés. Nicodemos, por se destacar entre esses estudiosos fariseus se tornou Mestre em Israel (João 3:10) dando aulas na escola dos fariseus. Além disso, vimos também que Nicodemos era “um dos principais judeus”. Entre os fariseus haviam aqueles que eram os mais respeitados pelo conhecimento bíblicos e pelas experiências vividas com o judaísmo, esses que mais se destacavam, faziam parte do Sinédrio, um conselho de 70 homens que lideravam a organização farisaica, e dentre esses 70 homens estava Nicodemos. Não bastasse tudo isso, aparentemente Nicodemos cria em Jesus (João 3:1). Caro leitor, é possível que você seja um Nicodemos nesse momento, você pode ter muitos anos de cristianismo, pode dar estudo bíblico, pode ir a igreja toda a semana, pode ser alguém reconhecido pela sua inteligência, mas ouça o que Jesus gostaria de te dizer nesse momento. Mesmo com todas essas aparentes vantagens de Nicodemos, o Senhor Jesus apresentou aquilo que ele mais necessitava e aquilo que talvez você também mais necessite agora:

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver a Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltará ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”. (João 3:3-7)

Jesus não discute com Nicodemos, Ele simplesmente apresenta a solução para o problema: “IMPORTA-VOS NASCER DENOVO”. É disso que nós necessitamos: um novo nascimento. Se estamos mortos em nosso pecados, a única solução é ressuscitarmos com Cristo, nascermos de Deus e recebermos pela Sua maravilhosa graça, a vida que perdemos no princípio, mas que está a nossa disposição novamente. Precisamos nascer de Deus: “Mas a todos quantos o RECEBERAM, [não é simplesmente um aceite verbal, mas receber a Cristo na vida verdadeiramente] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13).

É possível que nesse momento você esteja se perguntando, assim como Nicodemos, mas como é esse novo nascimento? Explicarmos isso, seria o mesmo que tentássemos ficar explicando, como pode uma célula microscópica, o espermatozóide, unir-se com o óvulo e levar toda uma carga genética capaz de formar uma vida? Como pode algo tão pequeno começar a se desenvolver de tal forma que se transforma nessa “máquina” tão surpreendente que é o corpo humano? Esse é o milagre da vida física e da mesma forma, para nascer de novo, você precisa apenas confiar naquilo que Jesus diz para você nesse momento e então você irá experimentar o milagre do nascimento espiritual. Fato é que o nascimento espiritual não pode ser explicado, mas a sua influência certamente será sentida: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3:8). A necessidade que temos de nascer de novo é exatamente porque a princípio nascemos da carne, e como Jesus disse “o que é nascido da carne e carne” (João 3:6), nossos gostos, nossas inclinações, desde a entrada do pecado, tudo ficou em sujeição da nossa carne, de geração em geração recebemos um “…fútil procedimento que nossos pais nos legaram” (1 Pedro 1:18-19). Nascendo do espírito, porém, podemos ter a certeza de que Deus transformará todos os nossos gostos, nossas inclinações, nos transformando em cidadãos celestiais, não por adoção apenas, mas também por nascimento, pois Jesus também diz que “o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). O milagre do novo nascimento é equivalente ao milagre do nascimento de Jesus (Luc.1:34,35), Ele nasce como um exemplo do milagre que Deus deseja fazer em nossas vidas e Deus confirma o fato em 1 João capítulo 3 verso 9 quando diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a DIVINA SEMENTE; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”. Podemos ter a certeza de que o milagre chega a tal ponto que Deus transforma até mesmo a nossa genética, implantando em nós a divina semente.

Portanto amado leitor, o apelo de Deus ao teu coração hoje é para que você morra para esse mundo, para a tua carne e viva para Deus. Deixe que Ele te comunique a vida que você necessita, a vida espiritual, a vida de Cristo que criará em você desejos que honrem ao teu Deus, pois o Senhor Jesus mesmo promete: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, ASSIM COMO EU VENCI e me sentei com meu pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3:21-22). Vencer como Jesus venceu, nas mesmas condições, assim como ele nasceu do espírito e foi vencedor, Deus te convida hoje para que você tenha também esta experiência na tua vida, nascer do Espírito e ser um vencedor em Cristo Jesus.

Que Deus nos conceda a graça de nascermos do Espírito e vivermos como Filhos de Deus , para honra e glória de Seu nome.

Amém.